Eu tive uma comborça ... continuação. 4ª parte
Tenho 3 cães que adoro e sempre que podia, nos finais de semana, ia pra casa matar as saudades que sentia deles. Quando eu não ia, Sergio é que vinha ficar comigo no flat.
A psicoterapia de Sergio era nas quartas feiras e acontecia numa cidade no meio do caminho entre minha cidade e São Paulo, assim ele aproveitava e vinha passar a noite comigo. Eu o recebia com carinho e amor, eu estava muito carente. Vencida a carência eu tinha minhas crises de revolta. Sergio chorava comigo.
Numa sexta feira á tarde, minutos depois da chegada de Sergio, meu celular tocou, era Tadeu. Eu gelei e disse que não podia conversar. Sergio, pensando ser Mauro, ficou muito puto pois eu dissera já não ter mais contato com Mauro. Ele queria ir embora.
É, mal sabia ele quem era ...
Num dia de muita revolta dei meu endereço pro Tadeu e, 2 dias depois lá estava ele.
Minha vontade era de abraçá-lo, beijá-lo, fazer amor com ele mas eu não mais podia, Sergio estava presente na minha vida.
O que fiz foi contar a Tadeu tudo o que se passava comigo. Ele ficou muito triste, chateado mas em nenhum momento deixou de me abraçar, de me olhar com carinho.
Saímos para jantar e conversar e ao contrário do que planejei, foi com Tadeu que rompi.
Sofri, sofri muito !!!
Ele me aconselhou a desistir daquela loucura.
A loucura a que se referia era o fato de eu, com muita luta, terapia e sofrimento estar “tentando conseguir” voltar pro Sergio, um homem capaz de me trair, de me fazer sofrer. Ele tinha razão mas meu coração estava dividido, minha cabeça a mil e pesava também o fato de Tadeu ser casado (eu não gostava de fazer para sua mulher o que fizeram para mim).
Foi triste vê-o ir embora cabisbaixo e arrasado.
------------
Sergio sempre disse não entender o que se passou com ele. Não se reconhecia nos escritos que eu lhe mostrava e que ele mesmo tinha escrito, não se reconhecia em nada daqueles
2 meses e meio em que esteve com aquela mulher.
Além da terapia ele pesquisava na internet em busca de uma explicação ou de um caso parecido.
Numa quarta feira, depois de sua terapia, me ligou dizendo que, através de um artigo da internet e de conversa com seu terapeuta descobrira o que se passou com ele. Parecia estar aliviado e até feliz.
Fiquei ansiosa e curiosa pois sempre ansiei por qualquer explicação para toda aquela loucura, aquela piração pela qual ele passara. Eu ansiava por uma explicação que amenizasse o que ele fez.
Insisti para que viesse pra São Paulo pra me contar. Ele veio e assim que chegou me falou que seu problema foi um caso de “paixão”.
Esta palavra machucou o fundo de minha alma e eu o mandei embora na mesma hora.
Durante a viagem ele me ligou muito ofendido por ter sido enxotado do flat. Eu pedi que assim que chegasse me passasse um fax do tal artigo.
Lá pela meia noite o porteiro me entregou o fax.
A HISTÓRIA DE SERGIO
A história que vou contar é uma mistura do que li com o que Sergio me contou e do que deduzi.
------------------------
Sergio aos 15 anos, em 1967, já namorava Sofia. Era um namoro adolescente muito apaixonado. Um namoro “quente” mas que nunca chegou a uma relação sexual.
Sua mãe era contra pois, via neste namoro, um futuro ruim para o filho. Via um casamento precoce que acabaria com o sonho de Sergio de ser medico.
Sergio, além de sentir que sua mãe tinha razão, trabalhava, fazia parte de uma banda de rock, tinha que servir o exército e, depois, se dedicar ao vestibular. O espaço em sua vida estava pequeno para aquele namoro e, mesmo apaixonado se afastou de Sofia causando um sofrimento mútuo.
Anos se passaram. Sergio entrou numa ótima faculdade de medicina numa cidade do interior paulista.
Sofia se casou com outro e teve 4 filhos.
Quando ele estava no final do 1º ano de faculdade começou a namorar comigo, um namoro que durou quase 7 anos. Como era um namoro á distancia demorou muito para se tornar mais firme.
Eu sempre fui muito “certinha”, muito puritana e Sergio também. Durante 4 anos nosso namoro não foi além de beijos. Era década de 70.
Apesar de puritana com o sexo, sempre fui muito namoradeira, sempre infiel.
Era fácil ter outros namorados pois 700 km nos separava (fiz faculdade de odontologia em Curitiba).
Eu sempre soube esconder muito bem minhas traições mas, quando estávamos com 5 anos de namoro eu me apaixonei por outro e sem nenhum remorso terminei com Sergio, contando á ele que há 6 meses eu estava com outro e era do outro que eu gostava.
Pelo que sei, Sergio “comeu o pão que o diabo amassou”, chegando até a chorar perante a minha família.
Minha família ficou puta comigo mas logo esqueceu pois, Carlos, meu novo namorado era um “encantador de serpentes” que logo os cativou. Já a família de Sergio, vendo o rapaz sofrer passou a me odiar.
O tempo passou assim como minha paixão por Carlos.
Para minha surpresa, uns 6 meses depois recebi um telefonema de Sergio.
Conversamos por mais de 2 horas. Eu inventei uma grande, mentirosa e mirabolante história que amenizava o que eu tinha feito. Para Sergio, que gostava de mim, foi conveniênte acreditar.
Voltamos.
Por quase 1 ano fui uma santa, mas no final da faculdade eu não resisti ao charme de Mauro, um colega de turma e, com ele tive um affair até 6 meses antes de me casar com Sergio.
Depois de casada nunca mais tive os olhos ou o pensamento para homem algum.
Como já contei antes, vivemos uma vida muito boa.
Hoje eu sei que Sergio, em 1999 fez contato com Cacá, irmão de Sofia, um cara que nunca foi seu amigo.
Ele fala que procurou por muita gente e que, em 1999 a internet não era o que é hoje, então, só encontrou este tal de Cacá no ICQ. Eu sei, tenho certeza, de que ele foi atrás de alguém que se relacionasse com Sofia.
Porque então ele faria tanto segredo deste contato ?
E eu achei um disquete onde estavam gravadas suas conversas com o tal Cacá de 1999 até 2001. Nas conversas era claro seu objetivo de saber dela, seu interesse por ela, mas o irmão fingia não perceber.
Ao meu modo de ver, ele, pelo menos desde 1999 já me traía !!!
O estopim !!!
Mais ou menos em meados de fevereiro de 2005 uma medica daqui contou a Sergio que conhecera sua primeira namorada, Sofia, e que esta, dele, tinha ótimas recordações.
Esta pequena e insignificante noticia mexeu muito com ele.
Palavras dele : “Fiquei 3 dias fora do ar.”
Provavelmente, neste momento ele já se apaixonou.
No final de março, aniversário de Sofia ele, através do irmão, mandou uma mensagem a ela.
Incrível !!! Como é que um cara sensato pode, de cara, escrever o que ele escreveu !!!
Ele já foi se declarando e dizendo que ele naqueles 36 anos, ela nunca deixou de fazer parte de sua vida, que nunca a esqueceu.
Frase dele neste e-mail : “Você sempre foi a alegria na minha tristeza e a sombra nos meus dias de calor”
Ela respondeu e, a partir daí, começou um grande e louco romance.
Pelo que percebi, ela até se assustava com a grandeza do amor dele por ela. Ele provava este amor de todas as maneiras, falando do sentimento, mostrando á ela que mesmo depois de 36 anos ele se lembrava de tudo “deles”, ex. – nº de telefone, endereços, data e horário de tudo, sabia de cor poemas escritos por ela, seu cheiro, etc. Ela, de quase nada se lembrava mas conseguia enrolá-lo.
Tem algo que prova pra mim este “nunca deixou de amá-la” :
*** Em agosto de 1999, enquanto meu sogro, seu pai, morria num hospital em São Paulo ele, ao invés de ligar pra mim, sua mulher, estacionou o carro em frente uma antiga casa dela e ali permaneceu, por horas, se recordando do romance deles. Ele disse á ela, que procurou conforto nas lembranças dela.
Isso dói, dói muito em mim !!!
-------------------
A intensidade do romance foi crescendo de tal maneira que uns 10 dias depois do início, eles já trocavam uns 100 e-mails por dia. Ela, desempregada, tinha tempo e ele, com eu estava no Spa, tinha liberdade.
Passavam noites inteiras trocando e-mails e conversando no MSN.
Ele não dormia e, mesmo assim tinha a maior disposição para trabalhar no dia seguinte. Chegou a perder 4 kg numa semana.
Passou a sofrer de uma paixão doentia, obsessiva, com todos os sinais e sintomas.
Um dos detalhes que acho estranho é que ele, nas primeiras semanas não queria falar com ela pelo telefone nem se encontrar pessoalmente. Ela insistia em falar ao telefone mas adorava a idéia de não se encontrarem para que ele não a visse tão gorda.
Ele se tornou um perfeito imbecil. Quando convinha, ele se rebaixava e a enaltecia mas ás vezes ele queria mostrar “poder” , principalmente financeiro. Mandou pra ela fotos da nossa casa, do consultório, da fazenda e até dinheiro oferecia, dizendo que tinha muito e não lhe faria falta.
Ele chorava muito, alto e de soluçar, a ponto das empregadas aqui de casa ouvirem. Tremia, sua cabeça não funcionava direito, mal conseguia digitar.
Tinha dores de estomago, não comia e muitos outros sintomas.
Contava á ela tudo o que sentia e ela começou a inventar que sentia as mesmas coisas.
No dia 15 de abril, com pouco mais de 15 dias de “namoro virtual” ele tentou acabar com tudo. Até acabou mas bastaram uns 3 e-mails dela pra que tudo recomeçasse com maior intensidade.
Até hoje não tenho certeza do que o fez querer terminar, ou ele teve uns momentos de lucidez ou, realmente, aconteceu o que ele disse á ela, ou seja, que Livia, nossa filha achou um de seus e-mails e o pressionou.
Continua ...
A psicoterapia de Sergio era nas quartas feiras e acontecia numa cidade no meio do caminho entre minha cidade e São Paulo, assim ele aproveitava e vinha passar a noite comigo. Eu o recebia com carinho e amor, eu estava muito carente. Vencida a carência eu tinha minhas crises de revolta. Sergio chorava comigo.
Numa sexta feira á tarde, minutos depois da chegada de Sergio, meu celular tocou, era Tadeu. Eu gelei e disse que não podia conversar. Sergio, pensando ser Mauro, ficou muito puto pois eu dissera já não ter mais contato com Mauro. Ele queria ir embora.
É, mal sabia ele quem era ...
Num dia de muita revolta dei meu endereço pro Tadeu e, 2 dias depois lá estava ele.
Minha vontade era de abraçá-lo, beijá-lo, fazer amor com ele mas eu não mais podia, Sergio estava presente na minha vida.
O que fiz foi contar a Tadeu tudo o que se passava comigo. Ele ficou muito triste, chateado mas em nenhum momento deixou de me abraçar, de me olhar com carinho.
Saímos para jantar e conversar e ao contrário do que planejei, foi com Tadeu que rompi.
Sofri, sofri muito !!!
Ele me aconselhou a desistir daquela loucura.
A loucura a que se referia era o fato de eu, com muita luta, terapia e sofrimento estar “tentando conseguir” voltar pro Sergio, um homem capaz de me trair, de me fazer sofrer. Ele tinha razão mas meu coração estava dividido, minha cabeça a mil e pesava também o fato de Tadeu ser casado (eu não gostava de fazer para sua mulher o que fizeram para mim).
Foi triste vê-o ir embora cabisbaixo e arrasado.
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Sergio sempre disse não entender o que se passou com ele. Não se reconhecia nos escritos que eu lhe mostrava e que ele mesmo tinha escrito, não se reconhecia em nada daqueles
2 meses e meio em que esteve com aquela mulher.
Além da terapia ele pesquisava na internet em busca de uma explicação ou de um caso parecido.
Numa quarta feira, depois de sua terapia, me ligou dizendo que, através de um artigo da internet e de conversa com seu terapeuta descobrira o que se passou com ele. Parecia estar aliviado e até feliz.
Fiquei ansiosa e curiosa pois sempre ansiei por qualquer explicação para toda aquela loucura, aquela piração pela qual ele passara. Eu ansiava por uma explicação que amenizasse o que ele fez.
Insisti para que viesse pra São Paulo pra me contar. Ele veio e assim que chegou me falou que seu problema foi um caso de “paixão”.
Esta palavra machucou o fundo de minha alma e eu o mandei embora na mesma hora.
Durante a viagem ele me ligou muito ofendido por ter sido enxotado do flat. Eu pedi que assim que chegasse me passasse um fax do tal artigo.
Lá pela meia noite o porteiro me entregou o fax.
A HISTÓRIA DE SERGIO
A história que vou contar é uma mistura do que li com o que Sergio me contou e do que deduzi.
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Sergio aos 15 anos, em 1967, já namorava Sofia. Era um namoro adolescente muito apaixonado. Um namoro “quente” mas que nunca chegou a uma relação sexual.
Sua mãe era contra pois, via neste namoro, um futuro ruim para o filho. Via um casamento precoce que acabaria com o sonho de Sergio de ser medico.
Sergio, além de sentir que sua mãe tinha razão, trabalhava, fazia parte de uma banda de rock, tinha que servir o exército e, depois, se dedicar ao vestibular. O espaço em sua vida estava pequeno para aquele namoro e, mesmo apaixonado se afastou de Sofia causando um sofrimento mútuo.
Anos se passaram. Sergio entrou numa ótima faculdade de medicina numa cidade do interior paulista.
Sofia se casou com outro e teve 4 filhos.
Quando ele estava no final do 1º ano de faculdade começou a namorar comigo, um namoro que durou quase 7 anos. Como era um namoro á distancia demorou muito para se tornar mais firme.
Eu sempre fui muito “certinha”, muito puritana e Sergio também. Durante 4 anos nosso namoro não foi além de beijos. Era década de 70.
Apesar de puritana com o sexo, sempre fui muito namoradeira, sempre infiel.
Era fácil ter outros namorados pois 700 km nos separava (fiz faculdade de odontologia em Curitiba).
Eu sempre soube esconder muito bem minhas traições mas, quando estávamos com 5 anos de namoro eu me apaixonei por outro e sem nenhum remorso terminei com Sergio, contando á ele que há 6 meses eu estava com outro e era do outro que eu gostava.
Pelo que sei, Sergio “comeu o pão que o diabo amassou”, chegando até a chorar perante a minha família.
Minha família ficou puta comigo mas logo esqueceu pois, Carlos, meu novo namorado era um “encantador de serpentes” que logo os cativou. Já a família de Sergio, vendo o rapaz sofrer passou a me odiar.
O tempo passou assim como minha paixão por Carlos.
Para minha surpresa, uns 6 meses depois recebi um telefonema de Sergio.
Conversamos por mais de 2 horas. Eu inventei uma grande, mentirosa e mirabolante história que amenizava o que eu tinha feito. Para Sergio, que gostava de mim, foi conveniênte acreditar.
Voltamos.
Por quase 1 ano fui uma santa, mas no final da faculdade eu não resisti ao charme de Mauro, um colega de turma e, com ele tive um affair até 6 meses antes de me casar com Sergio.
Depois de casada nunca mais tive os olhos ou o pensamento para homem algum.
Como já contei antes, vivemos uma vida muito boa.
Hoje eu sei que Sergio, em 1999 fez contato com Cacá, irmão de Sofia, um cara que nunca foi seu amigo.
Ele fala que procurou por muita gente e que, em 1999 a internet não era o que é hoje, então, só encontrou este tal de Cacá no ICQ. Eu sei, tenho certeza, de que ele foi atrás de alguém que se relacionasse com Sofia.
Porque então ele faria tanto segredo deste contato ?
E eu achei um disquete onde estavam gravadas suas conversas com o tal Cacá de 1999 até 2001. Nas conversas era claro seu objetivo de saber dela, seu interesse por ela, mas o irmão fingia não perceber.
Ao meu modo de ver, ele, pelo menos desde 1999 já me traía !!!
O estopim !!!
Mais ou menos em meados de fevereiro de 2005 uma medica daqui contou a Sergio que conhecera sua primeira namorada, Sofia, e que esta, dele, tinha ótimas recordações.
Esta pequena e insignificante noticia mexeu muito com ele.
Palavras dele : “Fiquei 3 dias fora do ar.”
Provavelmente, neste momento ele já se apaixonou.
No final de março, aniversário de Sofia ele, através do irmão, mandou uma mensagem a ela.
Incrível !!! Como é que um cara sensato pode, de cara, escrever o que ele escreveu !!!
Ele já foi se declarando e dizendo que ele naqueles 36 anos, ela nunca deixou de fazer parte de sua vida, que nunca a esqueceu.
Frase dele neste e-mail : “Você sempre foi a alegria na minha tristeza e a sombra nos meus dias de calor”
Ela respondeu e, a partir daí, começou um grande e louco romance.
Pelo que percebi, ela até se assustava com a grandeza do amor dele por ela. Ele provava este amor de todas as maneiras, falando do sentimento, mostrando á ela que mesmo depois de 36 anos ele se lembrava de tudo “deles”, ex. – nº de telefone, endereços, data e horário de tudo, sabia de cor poemas escritos por ela, seu cheiro, etc. Ela, de quase nada se lembrava mas conseguia enrolá-lo.
Tem algo que prova pra mim este “nunca deixou de amá-la” :
*** Em agosto de 1999, enquanto meu sogro, seu pai, morria num hospital em São Paulo ele, ao invés de ligar pra mim, sua mulher, estacionou o carro em frente uma antiga casa dela e ali permaneceu, por horas, se recordando do romance deles. Ele disse á ela, que procurou conforto nas lembranças dela.
Isso dói, dói muito em mim !!!
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A intensidade do romance foi crescendo de tal maneira que uns 10 dias depois do início, eles já trocavam uns 100 e-mails por dia. Ela, desempregada, tinha tempo e ele, com eu estava no Spa, tinha liberdade.
Passavam noites inteiras trocando e-mails e conversando no MSN.
Ele não dormia e, mesmo assim tinha a maior disposição para trabalhar no dia seguinte. Chegou a perder 4 kg numa semana.
Passou a sofrer de uma paixão doentia, obsessiva, com todos os sinais e sintomas.
Um dos detalhes que acho estranho é que ele, nas primeiras semanas não queria falar com ela pelo telefone nem se encontrar pessoalmente. Ela insistia em falar ao telefone mas adorava a idéia de não se encontrarem para que ele não a visse tão gorda.
Ele se tornou um perfeito imbecil. Quando convinha, ele se rebaixava e a enaltecia mas ás vezes ele queria mostrar “poder” , principalmente financeiro. Mandou pra ela fotos da nossa casa, do consultório, da fazenda e até dinheiro oferecia, dizendo que tinha muito e não lhe faria falta.
Ele chorava muito, alto e de soluçar, a ponto das empregadas aqui de casa ouvirem. Tremia, sua cabeça não funcionava direito, mal conseguia digitar.
Tinha dores de estomago, não comia e muitos outros sintomas.
Contava á ela tudo o que sentia e ela começou a inventar que sentia as mesmas coisas.
No dia 15 de abril, com pouco mais de 15 dias de “namoro virtual” ele tentou acabar com tudo. Até acabou mas bastaram uns 3 e-mails dela pra que tudo recomeçasse com maior intensidade.
Até hoje não tenho certeza do que o fez querer terminar, ou ele teve uns momentos de lucidez ou, realmente, aconteceu o que ele disse á ela, ou seja, que Livia, nossa filha achou um de seus e-mails e o pressionou.
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