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Descoberta

Agora,

Queria poder como uma fêniz voar até o sol e sentir o ardor daquela chama.
O que há dentro do meu coração..não sei guardar.
Mesmo que preciso, eu não sufoco e nem venero tal impresisão!
Essa frase é "batida":- vai passar.
Claro! Eu sei que passa, mas enquanto não passa é "Froid.
Ahhhhhh..sinto um banho de cachoeira, a água sob minhas costas caindo forte, lavando e surrando meu corpo merecido.
O silêncio me conforta.

E faço deste meio um desabafo.
Cumuru em 20 de março 2008

((((((Já era tudo, mas percebi que é preciso muito mais. Então vai um pouco mais de meus bla,bla,bla.))))))


Um dia subi no alto do pé de uma amendoeira. Fiquei lá em cima sentada sobre um dos galhos por um bom tempo.
Queria estar ali mais do que em qualquer outro lugar.
À nossa frente apenas o mar e seu movimento parecendo rítmico ao movimento do mar.
O sol e seu calor entrepassava por entre as folhas e galhas, encontrando meu corpo aquecido pelo ardor que tanto almejo.Luz do sol!!!

Estava eu na sala de aula. Naquele dia todos alunos haveriam de estar ali. Uma aula de Educação Física e Apredizagem onde todos divididos entre grupos ou por si mesmo, teriam de apresentar como forma de manifestação um rítmo de dança, uma prosa, ou verso.
E claro, teria que ser ali na frente de todos para os aplausos e vaias.
Estava chegando minha vez, e eu sabia que não faria e não fiz.
Chegada hora ao escutar meu nome, LEVANTEI e fui em direção ao temido Palco. E sai correndo em direção a porta deixando totos boquiabertos por meu ato impulsivo que para mim um meio de Manifestação. Me esbarrei, e atropellei a todos que em minha frente se encontravam até que eu vi a luz, e até ela segui...altando sem medir a distancia que me separava lá de fora, caindo logo em seguida sobre a areia quente do pátio que pude sentir com ambas as mãos.
Corri, fugi, quando dei por mim estava em meu refúgio.
E lá de cima da amendoeira que ainda hoje sobrevive ao tempo, fiquei tranquila.
Muito mêrito eu sentia, feliz por demais por está ali onde não se escutava os risos e gargalhadas daqueles que pareciam satisfeitos, realizados.

O sol logo iria se pôr, sentia a brisa fria em meu rosto. Tanta VIDA!!!
E continuava ali, pensava em nada não. Só fitava os olhos ao mar e me deixava embailar naquela sensação de LIBERDADE.

De repente ouvi uns passos sobre as folhas secas caidas ao chão.
Fiquei imóvel, a curiosidade logo avulsada queria saber quem passava.
Não vi quem era, naquele momento vi o cabelo duro e o ombro largo desnudo do pescador que possívelmente só queria se "aliviar".
O pescador num ato simultâneo assoviava e mijava. Enquanto que eu observava seu sexo sem que ele imaginasse.
Mijou,mijou e sacodiu... quando menos percebi já não estava mais ali.
E eu ria,ria muito, a cena côntínua em minha memória não me deixava esquecer ( e nem fazia esforço para tal esquecimento).
Desci da árvore rindo, sentindo em mim que já não era mais a mesma. Pois acabava de ver o sexo oposto e certificava o quão existente e DIFERENTE era.

Cumuru de 1994.



Perguntas, respostas e dicas | Achando as palavras procuradas

Autor:  Jaqueline Roque Gonzalez
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