Companheiras
Lessi, nossa primeira cachorra de estimação.
Minha mãe ganhou Lessi de uma família amiga que mudou para outra cidade e não fez por jeito de leva-la (BOM PARA NÓS)
Lessi era de cor amarronzada, seu pêlo brilhava á luz do sol. Ela era docil e protetora.
Minha mãe saia pra trabalhar nessa época todos os dias as 6 horas da manhã voltando somente ao final da tarde. E, Lessi era para nós todos naquela época ainda crianças uma imensa diversão.
Uma grande parceira, companheira de aventuras (as quais
minha mãe jamais veio saber).
Quando mainha saia pra trabalhar, deixava Lessi com a gente como proteção (afinal de contas ficávamos todos sozinhos em casa), mas Lessi mesmo mostrando gostar de ficar conosco, preferia é claro a companhia de mainha. Assim que a veia (forma de carinho) saia Lessi logo dava um jeito de ir atrás dela.
Fez isso por várias e várias vezes. E sempre ao sair do trabalho
minha veia encontrava ela na porta a esperando, com aquele olhar piedoso (que só esses bichinhos sabem fazer).
Mainha começou então a despistar Lessi enquanto ela seguia caminho ao trabalho. Ahh.. mas Lessi sempre foi esperta e ela é que driblava a veia.
Até que por fim, um dia nessa perceguição, veio um fusca, justamente um fusca em cor preta e atropelou Lessi enquanto ela atravessava a rua na busca de seguir mainha. Quando ouvio o barulho, veio o correndo, não acreditando no que estava acontecendo.
Mainha já estava longe de casa e voltou com Lessi ensanguentada no colo, chorando como uma criança, desesperada, como se fosse com um de nós.
Caramba,, minha veia ficou muito mal naquele dia, naquela manhã.
Não é preciso dizer que ela faltou ao trabalho.
Impressionante, lembro-me que por mais amor que a gente tinha por Lessi, eu e meus irmãos não nos emocionamos tanto quanto minha veia.
Enterramos Lessi e por algum tempo ninguém fez comentário algum sobre o ocorrido.
Foi uma forma de enterrar a dor daquele momento e assim por longo tempo ficamos sem um mascote.
Anos depois quando já morávamos aqui em CumuruXatiba um patrão de minha mãe a presenteou com uma cadela.
Mainha logo olhando para ela disse que iríamos chama-la de Shenna.
Claro, agora éramos todos adultos e amamos Shenna desde o primeiro instante. Êta, era como se Lessi houvesse voltado mesmo ambas não tendo características físicas semelhantes.
Shenna de cor amarelada e mais robusta, não tanto pêlo como a saudosa Lessi.
Shenna muito, muito companheira, tão fiel.
Qualquer quem fosse (menos a gente) que se aprouximasse de mainha ela logo mostrava os dentes. Sem falar que protegia todo o quarteirão.
Havia um de nossos visinhos que todo vez que ele vinha com seu carro lá da esquina ela logo pausava seu descanço e, ia correndo atrás do carro até que ele entrasse na garagem.
E assim se sucedeu por muitas e muitas vezes.
Minha veia inventou de comprar um lote em outra cidade.
E claro, logo pesquisou um carro de mudança somente por conta de Shenna. Os bagulhos e bugingangas não valeria tanta.
Primeiro ela foi comprar o lote e resolver toda documentação pra quando voltar ir de mala, Shenna e cuia.
Há dois anos atrás, estava eu e meu amor sentado a noite numa calçada, e Shenna diante da gente em repouso total, fitando seus olhos em nossa direção. A cada vez que se dizia o nome de MAINHA ela arregalava os olhos e como se dissesse: -que saudades da nossa veia, quando ela volta pra me buscaar?? Tenho pressa.
Olhei Shenna por um momento e comentei com Nilo:- mô Shenna me faz lembrar mainha, olha a carinha dela!!
Nilo respondeu: Jac, Shenna parece que entende o que a gente fala.
Puxa, cai no chão com Shenna, abracei ela, brinquei, corri alegremente.
Diante uma noite enluarada, e tranquila nós passamos os últimos momentos com Shenna.
No sábado anoite ao voltarmos do trabalho, chegando em casa meu padrasto tristemente nos falou: Shenna foi atropelada.
Onde.. onde está ela Beto??
Não Jaq, ela morreu logo depois. E eu antes que vocês chegassem a levei para longe e enterrei.
Merda, o acaso da vida levou Shenna de nós.
Aquele carro que ela tanto insistia em afrontar passou por cima dela enquanto ela em seu repouso permanecia. Sim por que o visinho viu o exato momento do acontecido e nos falou que ela estava deitada.
Depois de estar ferida, com muita dor ela ainda se arrastou inutilmente para dentro do nosso quintal em busca de socorro talvez, mas o que meu padrasto diz faz mais sentido.
Pelas horas em que tudo aconteceu ela aguentou por + de 2 horas, até que Beto chegou. Ele diz que ela não chorava, ficava olhando para ele e virava a cabeça bem devagar em direção ao portão, olhava, olhava, Ela esperava mainha aparecer pra se despedir.
Não posso imaginar Shenna nessa situação, logo meu peito aperta e a dor é forte. O silêncio é profundo.
Ao passar dos dias minha mãe nos ligou dizendo que sonhou com Shenna, perguntando logo por ela.
A gente sem exitar sempre dizia, Shenna tá por aí mainha, ela tá bem.
Shenna era guerreira, jamais ficou presa, amarrada, acorrentada, não imagianm tamanho escândalo ela fazia se tentássemos. Não podíamos priva-la da Liberdade. Ela sempre foi livre, percorrendo toda nossa vila, disfrutando da praia, das águas mornas de Cumuru e todos benefícios a que se dava o luxo de ter.
E assim ela viveu, o quanto viveu, por exatos 8 anos, 5 meses e 9 dias.
Mainha mês depois voltou de Canavieiras.
Quando chegou estranhou a não presença de Shenna no ponto de ônibus como era de costume.
Mas, nada naquele momento comentou.
Chegando em casa não teve como não perguntar. Cadê Shenna??
Saudade danada dela!!!
E eu por sorte não estava em casa, se não junto a ela também teria desabado.
Beto meu padrasto numa situação totalmente disconfortável contou-lhe toda verdade.
Mainha em prantos ficou, redendo ás emoções.
Chorou copiosamente como uma criança.
É difícil até hoje a gente não nos emocionar quando fala-se de Shenna, até mesmo porque diferente da época em que tínhamos Lessi, temos muitas fotos marcando nossos muitos momentos com ela.
Ela sempre muito presente. Parecia adorar a lente de uma câmera. Em todas as fotos, lá está Shenna fazendo pose.
Nos serve de consolo as boas lembranças que são muitas.
E nem se quer um filhotinho temos dela.
Lessi, Shenna foram foram únicas e cada uma delas deixou em nós uma forma de amor.
E é com esse sentimento que elas continuam fazendo-se presente.
Minha mãe ganhou Lessi de uma família amiga que mudou para outra cidade e não fez por jeito de leva-la (BOM PARA NÓS)
Lessi era de cor amarronzada, seu pêlo brilhava á luz do sol. Ela era docil e protetora.
Minha mãe saia pra trabalhar nessa época todos os dias as 6 horas da manhã voltando somente ao final da tarde. E, Lessi era para nós todos naquela época ainda crianças uma imensa diversão.
Uma grande parceira, companheira de aventuras (as quais
minha mãe jamais veio saber).
Quando mainha saia pra trabalhar, deixava Lessi com a gente como proteção (afinal de contas ficávamos todos sozinhos em casa), mas Lessi mesmo mostrando gostar de ficar conosco, preferia é claro a companhia de mainha. Assim que a veia (forma de carinho) saia Lessi logo dava um jeito de ir atrás dela.
Fez isso por várias e várias vezes. E sempre ao sair do trabalho
minha veia encontrava ela na porta a esperando, com aquele olhar piedoso (que só esses bichinhos sabem fazer).
Mainha começou então a despistar Lessi enquanto ela seguia caminho ao trabalho. Ahh.. mas Lessi sempre foi esperta e ela é que driblava a veia.
Até que por fim, um dia nessa perceguição, veio um fusca, justamente um fusca em cor preta e atropelou Lessi enquanto ela atravessava a rua na busca de seguir mainha. Quando ouvio o barulho, veio o correndo, não acreditando no que estava acontecendo.
Mainha já estava longe de casa e voltou com Lessi ensanguentada no colo, chorando como uma criança, desesperada, como se fosse com um de nós.
Caramba,, minha veia ficou muito mal naquele dia, naquela manhã.
Não é preciso dizer que ela faltou ao trabalho.
Impressionante, lembro-me que por mais amor que a gente tinha por Lessi, eu e meus irmãos não nos emocionamos tanto quanto minha veia.
Enterramos Lessi e por algum tempo ninguém fez comentário algum sobre o ocorrido.
Foi uma forma de enterrar a dor daquele momento e assim por longo tempo ficamos sem um mascote.
Anos depois quando já morávamos aqui em CumuruXatiba um patrão de minha mãe a presenteou com uma cadela.
Mainha logo olhando para ela disse que iríamos chama-la de Shenna.
Claro, agora éramos todos adultos e amamos Shenna desde o primeiro instante. Êta, era como se Lessi houvesse voltado mesmo ambas não tendo características físicas semelhantes.
Shenna de cor amarelada e mais robusta, não tanto pêlo como a saudosa Lessi.
Shenna muito, muito companheira, tão fiel.
Qualquer quem fosse (menos a gente) que se aprouximasse de mainha ela logo mostrava os dentes. Sem falar que protegia todo o quarteirão.
Havia um de nossos visinhos que todo vez que ele vinha com seu carro lá da esquina ela logo pausava seu descanço e, ia correndo atrás do carro até que ele entrasse na garagem.
E assim se sucedeu por muitas e muitas vezes.
Minha veia inventou de comprar um lote em outra cidade.
E claro, logo pesquisou um carro de mudança somente por conta de Shenna. Os bagulhos e bugingangas não valeria tanta.
Primeiro ela foi comprar o lote e resolver toda documentação pra quando voltar ir de mala, Shenna e cuia.
Há dois anos atrás, estava eu e meu amor sentado a noite numa calçada, e Shenna diante da gente em repouso total, fitando seus olhos em nossa direção. A cada vez que se dizia o nome de MAINHA ela arregalava os olhos e como se dissesse: -que saudades da nossa veia, quando ela volta pra me buscaar?? Tenho pressa.
Olhei Shenna por um momento e comentei com Nilo:- mô Shenna me faz lembrar mainha, olha a carinha dela!!
Nilo respondeu: Jac, Shenna parece que entende o que a gente fala.
Puxa, cai no chão com Shenna, abracei ela, brinquei, corri alegremente.
Diante uma noite enluarada, e tranquila nós passamos os últimos momentos com Shenna.
No sábado anoite ao voltarmos do trabalho, chegando em casa meu padrasto tristemente nos falou: Shenna foi atropelada.
Onde.. onde está ela Beto??
Não Jaq, ela morreu logo depois. E eu antes que vocês chegassem a levei para longe e enterrei.
Merda, o acaso da vida levou Shenna de nós.
Aquele carro que ela tanto insistia em afrontar passou por cima dela enquanto ela em seu repouso permanecia. Sim por que o visinho viu o exato momento do acontecido e nos falou que ela estava deitada.
Depois de estar ferida, com muita dor ela ainda se arrastou inutilmente para dentro do nosso quintal em busca de socorro talvez, mas o que meu padrasto diz faz mais sentido.
Pelas horas em que tudo aconteceu ela aguentou por + de 2 horas, até que Beto chegou. Ele diz que ela não chorava, ficava olhando para ele e virava a cabeça bem devagar em direção ao portão, olhava, olhava, Ela esperava mainha aparecer pra se despedir.
Não posso imaginar Shenna nessa situação, logo meu peito aperta e a dor é forte. O silêncio é profundo.
Ao passar dos dias minha mãe nos ligou dizendo que sonhou com Shenna, perguntando logo por ela.
A gente sem exitar sempre dizia, Shenna tá por aí mainha, ela tá bem.
Shenna era guerreira, jamais ficou presa, amarrada, acorrentada, não imagianm tamanho escândalo ela fazia se tentássemos. Não podíamos priva-la da Liberdade. Ela sempre foi livre, percorrendo toda nossa vila, disfrutando da praia, das águas mornas de Cumuru e todos benefícios a que se dava o luxo de ter.
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